Histórias sobre como as mulheres enfrentaram a crise do cuidado no Brasil

Hoje publicamos histórias sobre como as mulheres estão enfrentando a crise do cuidado durante a pandemia de COVID-19 no Brasil. As reportagens foram criadas de forma colaborativa no Laboratório de Histórias Poderosas Brasil, realizado por Chicas Poderosas com apoio da Open Society Foundations. 

De diferentes partes do Brasil, comunicadoras contam histórias jornalísticas que nos ajudam a compreender a desigualdade na carga de tarefas de cuidado durante a pandemia. Buscamos ampliar as vozes de mulheres que personificam a sobrecarga enfrentada por muitas brasileiras, como empregadas domésticas, cuidadoras de idosos, catadoras de materiais recicláveis, líderes de comunidades tradicionais e professoras com deficiência. Cada uma delas nos mostra como a pandemia intensificou os desafios que encontram no dia-a-dia e aponta para a insuficiência de políticas públicas que as apoiem.

Veja as histórias publicadas por meios brasileiros:

Quem são as guardiãs das tradições afro-diaspóricas no Brasil? – MidiaNinja

Conheça a história de Lôra Santana, liderança quilombola que cuidou de sua família e não abandonou as lutas de sua comunidade durante a pandemia no Quilombo do Dandá, Bahia.

Por Danielle Souza, Felipe Falheiros e Beatriz de Paula.

Sobreviver pra cuidar: os degraus da vida de Lenir – Folha De S.Paulo

A história de Lenir Rodrigues é a moldura exata da crise do cuidado escancarada pela pandemia de Covid-19 no Brasil: mulher preta, da periferia, mãe solo de cinco filhos e diarista que não pôde parar de trabalhar nem nos momentos mais críticos de contaminação.

Por Ana Clara de Castro, Ananda Miranda, Beatriz Sacht, Isabella Baltazar e Renata Bravo.


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Quando o medo da fome é maior que o da morte? – National Geographic Brasil

Maria Socorro Cordeiro, de 57 anos, tem no Aterro de Inertes de Rio Branco (Acre), a única fonte de renda da família. Ela, que dedicou a vida ao cuidado dos outros, agora, doente e com sequelas da covid 19, precisa ser cuidada.

Por Alessandra Machado, Márcia Parfan, Dharcules Pinheiro.

Narradoras ocultas – Universa UOL

Os desafios e a sobrecarga de trabalho de professoras com deficiência visual que, privadas de usar o tato em ambientes públicos durante a pandemia, tiveram uma de suas principais formas de se orientar comprometida.

Por Cristiana Felippe, Maria Ligia Pagenotto, Maya Sangawa.

Fotos: Márcia Minillo.

«Eu não consigo relaxar de nada, nunca”: a sobrecarga das cuidadoras de idosos na pandemia – UOL

Ao mostrar o cotidiano de trabalhadoras de um lar de idosos em Goiânia, a reportagem revela como essas profissionais sofrem com a falta de regularização e a desvalorização da profissão no Brasil.

Por Stéphanie Araújo, Ludmila Almeida e Izzy Credo.


Este é o resultado do trabalho de 5 equipes que receberam capacitação, apoio econômico e acompanhamento editorial durante todo o processo de reportagem para contar as histórias em texto e imagens, desde uma perspectiva de gênero e com enfoque em direitos. A edição, a verificação de dados e a coordenação da publicação em meios locais foi realizada por Chicas Poderosas. 

A partir de reuniões semanais com a editora Bruna Escaleira, as equipes desenvolveram um trabalho jornalístico completo, que incluiu pedidos de informações públicas a diferentes instâncias estatais para obter dados que enriquecem as histórias.

«Foi um trabalho de apuração amplo e cuidadoso, em que cada etapa foi longamente discutida e construída de forma coletiva. Nosso principal objetivo era encontrar histórias relevantes e ouvi-las com toda atenção para contá-las de forma respeitosa e responsável, sem reproduzir as lógicas do jornalismo extrativista», diz Bruna.

Alessandra Monnerat realizou a verificação de todos os dados mencionados em cada uma das histórias – desde documentos e citações, até a revisão das gravações e dos números.

A equipe de Chicas Poderosas que realizou o projeto também incluiu Louise Akemi, Eugenia Mariluz, Belén Arce Terceros, Samanta Leguizamón, Caroline Ribeiro, Mónica Quevedo, Ana Caroline Andrade,  Mariana Per, Mariana Lemes, Milagros Fonrouge e Luisa Guarín García.

O primeiro Laboratório de Histórias Poderosas foi realizado na Colômbia para contar histórias sobre como mulheres e pessoas LGBTTQI+  acessam seus direitos sexuais e reprodutivos em zonas rurais ou periféricas. No Equador, trabalhamos com 10 equipes, entre maio e agosto, em histórias sobre feminicídios e crimes de ódio contra pessoas LGBTTQI +. As histórias estão disponíveis neste link. Ano que vem, o Laboratório acontecerá no México.

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